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Chinesinho
Ex-Internacional e Palmeiras
Sidney Colônia Cunha, o Chinesinho, ótimo meia-esquerda do Inter e do Palmeiras, que foi até campeão jogando na Itália, nasceu no dia 1º de janeiro de 1935 em Rio Grande (RS), viveu por anos e anos na Praia Grande (SP), mas voltou para seu estado natal, onde mora atualmente na Praia do Cassino (pertinho de sua Rio Grande).Quando residia no litoral sul de São Paulo, costumava passar o tempo jogando tranca e dominó com os amigos no calçadão da praia. Após algumas loiras geladas, corria para um orelhão, ligava (ou apenas fingia que ligava) para a Itália e bradava, em alto e bom italiano: "Mi pensione, mi pensione, mi pensione..."
Chinesinho foi o antecessor de Ademir da Guia, o Divino, no Palmeiras. Foi para o Verdão em 1958, vindo do Internacional. "Na época, a transação foi uma das mais caras do futebol brasileiro", recorda Chinesinho.
Ele foi decisivo na conquista do Supercampeonato Paulista pelo Palmeiras em 1959, quebrando um jejum de quase nove anos. O Palmeiras derrotou o Santos por 2 a 1, de virada, no Pacaembu. Os gols foram de Julinho e Romero.
Do Palmeiras, Chinesinho foi para o Modena, da Itália. Com o dinheiro de sua venda a equipe verde reformou o Parque Antártica e construiu o atual Jardim Suspenso. Em 1985, ele voltou para o Palmeiras para atuar como técnico, mas não foi bem e dirigiu o time por apenas 14 partidas.
O meia-esquerda jogou no Palestra Itália de 1958 a 1962, fez 241 jogos (147 vitórias, 46 empates, 48 derrotas) e 55 gols (fonte: Almanaque do Palmeiras - Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti). Foi campeão paulista em 1959 e da Taça Brasil, em 1960.
Sua ótima performance no Internacional e no Palmeiras lhe rendeu convocações para a Seleção Brasileira. Pelo Brasil, Chinesinho fez 20 jogos (15 vitórias, 3 empates, 2 derrotas) e três gols. Foi campeão Pan-Americano, em 1956, e da Copa Roca e da Taça do Atlântico, em 1960 (fonte: Seleção Brasilera 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).
por Rogério Micheletti