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Cláudio Cristóvam de Pinho
Ex-ponta do Corinthians
Hábil ponta-direita que colocava a bola onde bem entendia, Cláudio Christóvam de Pinho, que ganhou o apelido de "Gerente", foi o maior artilheiro da história do Corinthians com 305 gols em 549 jogos. Ele morreu, aos 78 anos, no dia 1º de maio de 2000.Nascido no dia 18 de julho de 1922, em Santos (SP), Cláudio foi revelado pelo Santos Futebol Clube e chegou a ter rápida passagem pelo Palmeiras, chegando a marcar até o primeiro gol do clube com novo nome, já que antes de 1942 o Palmeiras era Palestra Itália.
Para alguns veteranos corintianos, Marcelinho Carioca, outro grande ídolo da história corintiana, tem muito do estilo Cláudio, que também jogava com a 7, era um excelente cobrador de faltas e fazia cruzamentos perfeitos.
O "Gerente", ao lado de Baltazar, Luizinho Pequeno Polegar, Mário, Carbone, Simão, Rafael, Roberto e companhia, ajudou o alvinegro do Parque São Jorge a conquistar vários títulos, entre eles os paulistas de 51, 52 e 54 e o Rio-São Paulo de 50, 53 e 54. Na foto você confere Cláudio ao lado de Nonô e Paulo Pedra na equipe de Parque São Jorge em 1955.
Mas não foi só com a camisa corintiana que Cláudio conquistou títulos. Ele também foi campeão sul-americano de 49, pela seleção brasileira, e campeão paulista de 42, pelo arqui-rival Palmeiras.
Ele jogou no Corinthians até 1957. Em 1958 assumiu o posto de técnico substituindo Brandão que foi para o Palmeiras. Em 1959 voltou a jogar, defendendo o São Paulo, onde encerrou a carreira.
Números pelo Palmeiras, Corinthians e São Paulo
Com a camisa do Palmeiras, clube pelo qual foi campeão paulista de 1942, Cláudio realizou 32 partidas (20 vitórias, 5 empates e 7 derrotas) e marcou 9 gols. Já no Parque São Jorge, onde fez história, o "Gerente" participou de 549 jogos (352 vitórias, 105 empates e 92 derrotas) e marcou 305 gols. Cláudio venceu com a camisa corintiana os torneios Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954 e os paulistas de 1951, 1952 e 1954 (IV Centenário). O ponta-direita encerrou a carreira no São Paulo, em 1960, e lá fez 35 jogos (22 vitórias, 5 empates e 8 derrotas) e marcou 10 gols. Boa média para quem já estava com 37 anos.
por Rogério Micheletti / colaborou Pedro Luiz Boscato
(Fontes para números: "Almanaque do Palmeiras" e "Almanaque do Corinthians", ambos de Celso Unzelte, e "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa)